HORIZON · Rastreador de Hantavírus

Sintomas do Hantavírus — Curso Clínico de SCPH e FHSR

A doença por hantavírus se apresenta com duas síndromes clínicas distintas dependendo do sorotipo causador. Ambas compartilham um pródromo gripal de 3 a 7 dias e então divergem: a SCPH progride a falência cardiopulmonar; a FHSR a falência renal com sangramento. A incubação é de 1 a 8 semanas.

Fase 1 — Pródromo (dias 1 a 7)

Ambas as síndromes começam de forma similar e são facilmente confundidas com influenza, COVID-19, dengue, leptospirose, febre amarela ou sepse precoce. Características típicas:

Fase cardiopulmonar (SCPH)

Quatro a dez dias após o início dos sintomas, a SCPH transita rapidamente para a fase cardiopulmonar. A característica definitória é o edema pulmonar não cardiogênico com choque. CDC reporta letalidade global da SCPH de 38% para Sin Nombre e 30–50% para Andes. No Brasil, o sorotipo Araraquara apresenta letalidade de 40–50%. Achados-chave:

Fases da FHSR (Velho Mundo)

FaseCaracterísticas
Febril (dias 3–7)Febre, rubor, injeção conjuntival, exantema petequial, dor retro-orbital
HipotensivaExtravasamento vascular, choque, taquicardia, início da oligúria
Oligúrica (dias 2–10)Lesão renal aguda, sobrecarga de líquidos, complicações hemorrágicas
DiuréticaPoliúria com recuperação renal; manejo crítico de fluidos e eletrólitos
ConvalescenteRetorno gradual ao basal; comprometimento renal persistente em alguns pacientes

Quando procurar atendimento

Qualquer pessoa com os sintomas prodromáis acima e um histórico de exposição crível — contato com roedores em zona rural, viagem recente a área endêmica (Sul/Sudeste/Centro-Oeste brasileiro), exposição ocupacional (camping, caça, conservação, agricultura, limpeza de estruturas infestadas) — deve procurar atendimento urgente. A detecção precoce e a terapia intensiva são os preditores mais fortes de sobrevivência.

← Voltar à visão geral

Abrir o mapa de surtos em tempo real →